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Não consigo emagrecer. Qual especialidade médica devo procurar?

Nos últimos anos, centenas de estudos sobre o controle da obesidade vêm sendo realizados. Embora os conhecimentos sobre o assunto estejam cada vez mais atualizados, os progressos referentes ao tratamento da doença não evoluíram na mesma proporção. O motivo disso é que, via de regra, a principal estratégia em busca do emagrecimento ainda é a manutenção de um balanço energético negativo, provindo de uma menor ingestão de calorias, associada à prática regular de atividades físicas.

É válido ressaltar, ainda, que no tratamento da obesidade a perda de peso não deve ser o único foco. Também deve ser tomada como objetivo a correção dos fatores de risco cardiovascular. É por isso que, por vezes, os métodos adotados pelos pacientes devem ser menos ambiciosos e mais realistas, com a possibilidade de observação dos resultados a longo prazo.

Tratamento multidisciplinar com foco na Endocrinologia

O tratamento do indivíduo obeso deve ser realizado contando com a ação conjunta do nutricionista, do educador físico, do psicólogo e do médico endocrinologista. Este último é o profissional mais apropriado ao acompanhamento do paciente obeso ao longo do processo de emagrecimento, pois é o especialista capaz de avaliar as causas do ganho de peso, além de suas consequências.

Através de exames clínicos e laboratoriais, o endocrinologista analisa as condições atuais em que se encontra o paciente obeso, levando em consideração seus antecedentes pessoais e familiares. Também poderão ser ponderadas as possibilidades de o paciente necessitar fazer uso de medicamentos específicos, como os inibidores de apetite, os termogênicos, os redutores da absorção no trato gastrointestinal ou os antagonistas do receptor CB-1.

Em busca do tratamento mais eficaz

Os endocrinologistas encaram as medicações anti-obesidade como ferramentas que visam o alcance de resultados favoráveis a uma vida mais saudável. Sendo assim, quando preciso, as opções terapêuticas são combinadas da melhor maneira possível. Porém, durante o uso de qualquer medicamento, podem haver efeitos colaterais, como aumento dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial, diarreia, náuseas, alterações de humor, suor excessivo, entre outros. Todas essas condições devem ser relatadas ao profissional.

Também cabe ao médico avaliar a possível indicação de procedimento cirúrgico, levando em consideração vantagens e riscos. A obesidade crônica é uma doença séria e, por isso, exige todo o cuidado.

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